Mateus 5:8
Seguindo as nossas reflexões sobre o Sermão do Monte, chegamos a mais uma bem-aventurança. Disse Jesus: ‘Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.’ Essa palavra de Jesus, um modelo sobre como nós devemos ser, fala dos felizes.
Nos parâmetros de Jesus, no modelo de vida que Ele quer, o ensinamento de Jesus sobre como nós devemos viver. São bem-aventurados, os felizes, os que cultivam boas sementes no coração, nas emoções, nas decisões. Nossa sociedade não valoriza os puros, esses são considerados ingênuos, bobos, sem esperteza para os desafios da vida. Mas Jesus traz um outro conceito para a pureza de coração: decisões para o modelo de vida que nos leva a Deus! Não há maior “esperteza” do que essa decisão!
Essa bem-aventurança é uma questão central para os que desejam a Deus. Não estou falando de uma vida religiosa apenas, pois a religiosidade superficial é contraditória a essa proposta de Jesus. Ser limpo de coração é uma situação extraordinariamente difícil. Porque alguém pode, de fato, demonstrar alguma postura, que faça alguma performance diante da sociedade, mas não ter o coração puro. Toda ação ruim é fruto de um coração impuro. Nenhuma atrocidade nasce do nada. Todo mal é uma semente plantada, regada, cultivada no coração. A ação ruim, o erro, é a semente que floresce. Então, se eu falo algo que não deveria, esse algo está plantado dentro de mim. Há um versículo que diz que a boca fala do que está cheio o coração.
Jesus, em outra oportunidade, disse que não é o que vem de fora que nos contamina, é o que vem de dentro. O que brota do nosso coração e nós transformamos em atitudes, em palavras que podem magoar alguém, que podem prejudicar o outro e contaminar aquele que é o autor desse deslize. Então, quando eu falo mal de alguém, quando eu crio uma artimanha para que alguém seja prejudicado, isso não nasce do nada. Isso nasce de algo que está plantado e está sendo edificado dentro do coração. O coração limpo, o coração puro, o coração que não cultiva semente do mal, que não faz florescer a maldade, que não germina o pecado, é o coração do bem-aventurado.
A felicidade de Jesus é para aqueles que não cultivam em seu coração a semente do mal. Jesus também explica que, bem-aventurados são os que têm o coração puro, porque eles verão a Deus. Aqui é dado um destino para todos que cultivam boas sementes. Aqui se estabelece uma origem daquilo que é chamado salvação da alma. O caminho para os que verão a Deus. De um dia ver a Deus. Por isso, devemos ter cuidado com as sementes que caem em nosso coração. Muitas sementes do engano, para produzir exércitos de fiéis dominados para propósitos de homens, de líderes que tratam pessoas sinceras como cabeças de gado. “Que fazem tropeçar os pequeninos”, sendo usados como arma de conquistas pessoais. Proteja-se das sementes ruins e abra seu coração para a boa semente! Seja feliz em Jesus!
I.F.G.
Mateus 5:7
Seguindo as reflexões sobre o sermão do monte, que tenho feito nas últimas semanas, chegamos ao tema dos “misericordiosos”. Jesus afirmou: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia”. A primeira parte da afirmação de Jesus é a constatação de que os misericordiosos são bem-aventurados (felizes). Essa primeira afirmação nos remete à necessidade de compressão acerca do que é ser misericordioso. No significado do termo, temos a junção de duas palavras no latim: “miser” (miséria) e “cor” (coração) – assim, o significado de “misericórdia” é ter coração, piedade, compaixão, empatia pela miséria de alguém. A misericórdia traz felicidade pois afasta de nós a amargura, a inveja, a frieza quando nos deparamos com alguém que passa por grande dificuldade – material, espiritual, emocional. Os felizes não dizem “bem feito”, assim são os que tem o amor de Cristo dentro do peito!
A segunda parte da mensagem de Jesus é que os misericordiosos alcançarão misericórdia. Esse sentimento tão generoso, de ter empatia pelo sofrimento do outro, produz a oportunidade/milagre da compaixão dos outros por nossas possíveis misérias. É uma promessa do Pai para os que se importam com o outro. É um destino para os que colocam no lugar de alguém. Essa afirmação de Jesus representa o grande mandamento: amar o próximo como a nós mesmos. Jesus, com essa afirmação, não oferece espaço para barganhas espirituais. Jesus deixa claro que os misericordiosos já são bem-aventurados! Não devemos usar a empatia como moeda de troca, como compra de benefício futuro. Esse tipo de comportamento não expressa o perfil de uma pessoa feliz. Ao contrário, trata-se da expressão mais vida de uma vida tristíssima.
Em nossa vida cotidiana, temos muitas oportunidades para a empatia. No entanto, em muitos aspectos, até a religião impulsiona muitos ao ódio aos diferentes, aos que não estão na mesma denominação, os que votam em outro candidato etc. Muitos ambientes produzem pessoas com total ausência de empatia, pessoas infelizes, mal-aventuradas! Mas é sempre bom deixar claro: ser misericordioso não significa aceitar a falta de empatia do outro – a postura de empatia não é concordar e se rebaixar, mas perceber e se compadecer com a miséria de vida do agressor, do preconceituoso, do insensível. Essa ausência de felicidade trazida por Jesus produz gente amargurada, em busca de solução para a própria vida sem perceber que seus atos produzem a infelicidade. Se você percebe que não tem empatia, peça ao Espírito Santo que faça de você um bem-aventurado!
I.F.G.
Mateus 5:6
Em uma conferência em 1991, no Rio de Janeiro, ouvi de um pregador internacional sobre apetites. Ele salientou que os apetites se concentram na região do abdômen – e os vencedores são os que dominam essa região do corpo: controle de apetites e objetos de desejo. No sermão do monte, Jesus usa o conceito de “apetite vital” (fome e sede) para indicar a busca de subsistência espiritual a partir do desejo por justiça. O apetite vital, sem o qual não se vive, por justiça representa tomar posse do que se tem direito. Esse desejo vital por justiça não indica a busca descontrolada por ambições materiais. Indica, sim, o desejo pela justiça de Deus, dos benefícios prometidos, da retidão da vida, da santificação em Jesus, da salvação em Cristo.
Ter essa necessidade comparável à sede e à fome indica a busca pelas garantias de uma vida plena: para você e para o próximo. Uma pessoa com fome por essa justiça, demonstra uma natureza transformada, nascida de novo, cheia do Espírito de Deus. Esse tipo de gente será farto, saciado pelo que busca. Esse é o tipo de relação com Deus que promove a bem-aventurança… a felicidade! Desejar ardentemente a justiça de Deus para você e para o próximo é a expressão mais viva e forte do modelo de amor em Jesus. Esse comportamento nos afasta dos sentimentos mesquinhos, da inveja, das buscas banais, da falsa felicidade, da vida que se reduz ao pó! Não há nada mais triste do que buscar no campo espiritual apenas recompensas pessoais e materiais. As pessoas que tem sede e fome de justiça apresentam postura espiritual com grandeza, frescor, felicidade!
Jesus explica nessa passagem três eixos centrais de sua filosofia de vida: a) justiça é a busca da subsistência, da saúde espiritual vital; b) os que fazem essa busca são bem-aventurados, têm experiência extraordinária com o Altíssimo; e, c) tem a promessa de ser saciado por justiça. Essa promessa apenas faz sentido para os transformados. Alguém com ambições materiais apenas não leva a sério tal promessa – pois representa algo sem valor para os que não estão em Cristo. Dessa forma, ter sede e fome de justiça é um sinal de grande transformação. Somente as pessoas transformadas por Cristo dão valor à justiça dele. Somente essas pessoas têm vontade vital de justiça. Apenas os transformados querem ser saciados por justiça Dele.
Lembre-se… é possível ter sede e fome de coisas boas e ruins. Ser transformado por Cristo, bem-aventurado, nos traz os desejos pelo sublime. Peça a Jesus apetite por Justiça… e experimente a maior transformação para a sua vida. Fale com Ele agora!
I.F.G.
Mateus 5:5
Mateus 5: 1 a 2
Mateus, capítulo 5
João 14:15 a 21
Mateus 4:4-11
Quarenta dias de jejum no deserto e Jesus foi abordado por Satanás. Três propostas foram feitas a Jesus – ou tentativas de tentá-lo:
Jesus rebateu cada uma das propostas com argumentos da Palavra. Assim, o tentador se ausentou.
Sobre a primeira proposta, a entrega aos apetites, lembro-me de uma conferência no Rio de Janeiro com o Pastor Turner Nelson, de Trinidad e Tobago. Em outras palavras, ele disse: o ser humano vence ou é derrotado a partir da região do abdômen: área dos apetites – fome, sede, sexo. Isso faz muito sentido, dados os inúmeros eventos, até guerras iniciadas por causa de apetites. A primeira proposta para desviar Jesus de seu propósito pode nos indicar o princípio de nossas tentações.
A segunda proposta, a alteração de textos bíblicos por conveniência, também está muito presente. É possível que alguém busque recortes bíblicos, frações convenientes, para justificar uma falha, um desamor. Nas palavras verbalizadas por Jesus não há contradição. Textos isolados devem ser avaliados no contexto geral de tudo que Ele ensinou. Quando vencemos as propostas apetitosas, temos que ficar atentos: a segunda ação busca desviar da essência do que Jesus ensina, usando falsas interpretações de textos bíblicos.
A terceira proposta, adoração ao mal, foi motivada por outra proposta: ambição material. Vivemos tempos em que o conceito de prosperidade é imposto como obrigatório. Esse ambiente tóxico produz uma epidemia de ansiedade, sobretudo na ampla presença de coaches nas redes sociais – alguns usando textos bíblicos isolados por conveniência. Ambições podem aprisionar pessoas na adoração do que não presta. Muitas pessoas fazem qualquer coisa para conquistar suas ambições.
Assim, Jesus ensinou como se deve amar a Deus acima de tudo!
I.F.G.
Lucas 5: 17 a 26.
O esforço daqueles homens foi surpreendente. Subiram com um paralítico no telhado para que pudessem desce-lo no ambiente em que Jesus estava. Tratava-se de homens com fé, movida por uma expectativa, uma recompensa, um forte desejo. Essa atitude movida por fé chamou a atenção de Jesus, que frustrou expectativas ao perdoar pecados. A reclamação foi tamanha que Jesus, para mostrar-lhes a sua autoridade sobre todas as coisas, curou também o paralitico.
Jesus proporciona impacto extraordinário por onde passa. Não há maior demonstração disso do que o perdão de pecados. Trata-se de uma atitude de amor: a transformação interior da vida da gente garante comunhão com o Eterno. Foi para isso que Jesus se entregou na cruz, por amor a todos. Uma vida que tenha comunhão com Deus experimenta a força mais extraordinária para encarar os desafios do cotidiano – Jesus venceu tudo no mundo em amor por nós. O perdão dos pecados nos religa à comunhão com Deus – impacto mais extraordinário de Jesus.
Assim como priorizavam aqueles homens o visível, vivemos tempos em que a fé é muito usada para a busca de ganhos materiais. A fé, certeza das coisas que se esperaram, em muitos casos, tem sido regida pelo tangível, palpável. Busca-se em Jesus o “extraordinário” que o dinheiro pode comprar. Jesus em muitos templos é apresentado como subproduto da religião, dos “profetas” de palco – uma isca para barganhas nos altares da ganância. Temos que virar a chave de nossa busca por Deus. O perdão dos pecados, que garante a comunhão com o Eterno, sempre será o impacto mais extraordinário que Jesus proporciona por amor a todos nós. Esse deve ser o melhor uso de nossa fé.
Ele vive! Fale com ele hoje!
I.F.G.
A história de Lázaro nos ensina que o nosso conceito de “atraso” [...]