Dando continuidade à reflexão sobre o célebre texto do Evangelho de João, avançamos para a segunda parte da promessa: “Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome”. Essa declaração revela a imensidão do amor de Deus, que expandiu um plano originalmente direcionado ao povo de Israel para transformá-lo em uma proposta de paternidade universal destinada a todo homem e a toda mulher que crê em Jesus.
Essa verdade possui um poder extraordinário que ultrapassa barreiras geográficas, barreiras familiares e qualquer rótulo ou aparato religioso institucional. O direito de ser chamado filho de Deus não ficou restrito às doze tribos de Israel ou aos limites do Oriente Médio; ele foi estendido a todas as nações. Quando cremos na mensagem da cruz, no amor a Deus e no amor ao próximo, a paternidade de Deus passa a habitar e a operar com poder em nossa vida, desfazendo o exclusivismo e derrubando cercos criados por homens.
Tornar-se filho de Deus é uma concessão divina que reveste a nossa existência de autoridade e propósito no Reino. O verdadeiro significado da vinda de Jesus é este alcance universal: unir a humanidade em uma grande família espiritual através do amor e da paz. Ele nos convida a viver na Terra os Seus ensinamentos de forma prática, amando o próximo como a nós mesmos e desfrutando da plena liberdade de pertencer ao Pai, sem intermediários ou barreiras de separação.